mapa do site
Início > Manual > Avaliação da aprendizagem > Instrumentos de Avaliação de Conhecimentos
Capítulo 7

7.3 Instrumentos de Avaliação do Conhecimento

A avaliação de conhecimentos implica a elaboração de provas adequadas, rigorosas e fiáveis.

.

7.3.1 Testes de Conhecimentos

Os testes, elaborados por cada um de nós, visam avaliar os conhecimentos já obtidos e detectar casos onde não haja ainda sucesso e consolidação da aprendizagem. A sua elaboração deve responder a certos requisitos, nomeadamente:

  • validade do conteúdo do teste;
  • adequação ao perfil de cada formando e ao grupo-formação.

A validade do conteúdo decorre de duas condições: a relevãncia de itens seleccionados e a adequação aos objectivos.

A adequação ao perfil dos formandos depende de:

  • compreensão do teste;
  • linguagem clara e adequada ao nível sociocultural;
  • formato: imagens e disposição das perguntas;
  • tempo concedido às respostas;
  • modo de registo das respostas.

Outra condição para uma boa aplicação, depende também de uma correcta relação entre objectivos-itens e sua cotação.

Destaca-se a «construção» de dois tipos de testes/provas: provas subjectivas e objectivas.

A qualidade dos testes afere-se por várias características, das quais seleccionamos as mais importantes:

Ȣ validade

Os testes devem avaliar os mesmos comportamentos definidos nos objectivos e explicitados em sala;

Ȣ diferencialidade

as operações requeridas só devem ser realizadas pelos formandos que atingiram os objectivos. Analisando o índice de diferencialidade do teste, o formador inteira-se dos objectivos atingidos por cada formando e atingidos pelo grupo. Pode assim decidir o meio de resolver as dificuldades de aprendizagem e elaborar outro tipo de testes.

Ȣ fiabilidade

O teste deve medir consistentemente a consecução dos objectivos, em qualquer momento e sob quaisquer condições. Para verificar a fiabilidade dum teste, o formador pode aplicá-lo uma segunda vez e analisar a correlação de resultados. » o que se designa por pós-teste.

Ȣ objectividade

O critério de sucesso do formando num teste não deve oferecer dúvidas. Mesmo quando usamos testes não-objectivos, esses critérios devem ser explícitos. O grau de objectividade não é uma medida numérica, mas qualitativa. Refere-se a procedimentos e critérios de elaboração, aplicação e correcção das provas de avaliação.

7.3.1.1 Provas Subjectivas

As provas de resposta livre são consideradas subjectivas, pois não há um critério único de avaliar uma dada resposta, ou seja não existe um modelo ou padrío.

Estas provas requerem algumas regras para a sua elaboração:
»¢ articulação das perguntas aos objectivos e utilização do mesmo tipo de vocabulário para a definição dos objectivos. Ex: expõe os factores, compara, analisa, etc;

  • escolha apenas de conteúdos fundamentais, pois o tempo reservado à prova não permite testar todos os conteúdos;
  • o tempo deve ser cuidadosamente ponderado para cada resposta, do ponto de vista do formando.

As provas de resposta livre ou de resposta livre orientada (ROL) são muito fáceis de elaborar, mas de difícil correcção. Vejamos as vantagens e os inconvenientes da sua aplicação.

Vantagens:

  • fáceis de preparar;
  • adaptam-se a qualquer tipo de objectivos;
  • não existe o perigo de acertar por acaso;
  • permitem a cada formando organizar os seus próprios conhecimentos e ser original;
  • dío ênfase à análise, síntese e avaliação.

Inconvenientes:

  • difíceis de avaliar;
  • correcção demorada;
  • os conteúdos e os objectivos a testar são em número reduzido;
  • perigo de as perguntas serem muito gerais e não permitirem uma organização original do formando, tornando-se as respostas demonstrações da quantidade de conhecimentos adquiridos sobre o tema.

7.3.1.1 Provas Objectivas

Existe o entendimento de que as provas objectivas apelam mais à memória do que à compreensão, de permitirem acertar por acaso, da ambiguidade das respostas que as torna pura adivinhação das intenções do examinador.

No entanto, pensa-se hoje que um aprofundamento das suas potencialidades e a maior experiência dos formadores podem torná-las bons instrumentos de avaliação. Destacam-se as provas mais comuns:

  • provas de resposta de escolha múltipla;
  • provas de resposta por associação;
  • provas de resposta em alternativa;
  • provas de resposta limitada ou de complementação;
  • provas de ordenação.

 

A seguir: 7.2

 

 

Ideias base a reter

- A avaliação de conhecimentos implica a elaboração de provas adequadas, rigorosas e fiáveis;

- Provas Subjectivas: as provas de resposta livre são testes considerados subjectivos, pois não há um critério único de avaliar uma dada resposta, ou seja, não existe um modelo ou padrío;

- Provas Objectivas: são provas de resposta orientada que podem assumir as seguintes formas:

  • provas de resposta de escolha múltipla;
  • provas de resposta por associação;
  • provas de resposta em alternativa;
  • provas de resposta limitada ou de completação;
  • provas de ordenação.