Planificação da formação

Plano de sessão

Todos nós, consciente ou inconscientemente, já fomos confrontados com a necessidade de organizar as várias tarefas que, num determinado espaço de tempo, devemos cumprir. No nosso dia-a-dia, enquanto pais, profissionais, condóminos, desportistas, entre outros papéis que possamos desempenhar, precisamos de parar e pensar como conseguiremos naquele dia fazer tudo o que temos para fazer.

Acabamos sempre, ou quase sempre, graças à nossa «engenharia mental», para não lhe chamar «ginástica», por realizar, com sucesso, todas as tarefas que nos propusemos ou nos propuseram para aquele dia ou período do dia.

Segundo a Unesco (1987), a planificação da educação tornou-se uma necessidade em meados do século e tinha como finalidade responder às exigências sociais, ou seja, uma mudança sem precedentes nos modos de vida e cultura.

Seja qual for o nível considerado, a planificação implica, por um lado, a estreita relação entre objetivos e conteúdos, por outro, uma relação adequada entre objetivos, estratégias e metodologias de avaliação. Tudo isto apresentado sob a forma de uma matriz.

A planificação deve apresentar as seguintes caraterísticas: ser dinâmica, ser crítica, ser flexível, apresentar unidade e adequação.

O conceito de planificação apresenta tantas definições quantos os autores que escreveram sobre o assunto. Assim, Taba(1972) define planificar como desenhar de forma estruturada o ato de ensinar.

Prever, ordenar e desenhar o acto pedagógico.

Enricone e outros (1985), afirmam que o planeamento envolve a previsão dos resultados e os meios necessários para os alcançar. O processo de planificação é um processo de tomada de decisões que visa a racionalização das atividades pedagógicas de formador e formandos, possibilitando melhores resultados e, em consequência, uma maior produtividade.

Sinclair (1992) apresenta uma perspetiva em que articula a planificação do ensino com a planificação curricular. Planificar é, para este autor, dar continuidade a fatores que se distribuem entre dois pólos. O pólo externo, como fatores externos da aprendizagem, e o pólo interno, que privilegia a diferença individual enquanto força potencial de uma aprendizagem efetiva.

As fases de um Plano de Sessão e as suas características

Quem está a dar os primeiros passos na formação pedagógica, deve preocupar-se em saber fazer, em dominar todas as regras e técnicas da planificação formal (estruturação dos conteúdos programáticos, definição de objetivos gerais e específicos, seleção e adequação de estratégias e atividades, gestão equilibrada do tempo pelas diversas atividades, conceção e /ou seleção de materiais pedagógicos auxiliares, indicação de modalidades de avaliação), incluindo o seu aspecto gráfico.

A sessão é a unidade de formação que permite atingir um objetivo complexo, analisável em indicadores, quer dizer, comportamentos observáveis conducentes ao domínio do objetivo. O plano de sessão deve ser concebido na perspetiva do formando, isto é, referindo todos os objetivos operatórios que este deve ser capaz de realizar e as linhas estratégicas/actividades que lhe permitirão atingi-los.

Um plano desenvolve-se em 3 fases

  • Preparação - selecção e organização de conteúdos; definição de objectivos; selecção de estratégias; gestão do tempo pelas actividades a desenvolver; indicação dos recursos a utilizar; referência às modalidades de avaliação a privilegiar;
  • Desenvolvimento - execução do plano, em situação real com os formandos;
  • Avaliação - avaliação e feedback, com base na análise do grau de eficácia do plano, em situação real de formação.

Um bom plano de sessão deve ter as seguintes caraterísticas:

  • Precisão
  • Rigor
  • Objetividade
  • Sequência
  • Coerência
  • Flexibilidade

Para conhecer com maior detalhe todos os passos para elaborar um Plano se Sessão consulte o artigo seguinte