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Capítulo VIII

Planificação da formação (O Plano da Sessão)

Todos nós, consciente ou inconscientemente, já fomos confrontados com a necessidade de organizar as várias tarefas que, num determinado espaço de tempo, devemos cumprir. No nosso dia-a-dia, enquanto pais, profissionais, condóminos, desportistas, entre outros papéis que possamos desempenhar, precisamos de parar e pensar como conseguiremos naquele dia fazer tudo o que temos para fazer. Acabamos sempre, ou quase sempre, graças à nossa «engenharia mental», para não lhe chamar «ginástica» , por realizar, com sucesso, todas as tarefas que nos propusemos ou nos propuseram para aquele dia ou período do dia.

Segundo a Unesco (1987), a planificação da educação tornou-se uma necessidade em meados do século e tinha como finalidade responder às exigências sociais, ou seja, uma mudança sem precedentes nos modos de vida e cultura.

Seja qual for o nível considerado, a planificação implica, por um lado, a estreita relação entre objectivos e conteúdos, por outro, uma relação adequada entre objectivos, estratégias e metodologias de avaliação. Tudo isto apresentado sob a forma de uma matriz.

A planificação deve apresentar as seguintes características: ser dinãmica, ser crítica, ser flexível, apresentar unidade e adequação.

O conceito de planificação apresenta tantas definições quantos os autores que escreveram sobre o assunto. Assim, Taba (1972) define planificar como desenhar de forma estruturada o acto de ensinar. » prever, ordenar e desenhar o acto pedagógico.

Enricone e outros (1985), afirmam que o planeamento envolve a previsão dos resultados e os meios necessários para os alcançar. O processo de planificação é um processo de tomada de decisões que visa a racionalização das actividades pedagógicas de formador e formandos, possibilitando melhores resultados e, em consequência, uma maior produtividade.

Sinclair (1992) apresenta uma perspectiva em que articula a planificação do ensino com a planificação curricular. Planificar é, para este autor, dar continuidade a factores que se distribuem entre dois pólos. O pólo externo, como factores externos da aprendizagem, e o pólo interno, que privilegia a diferença individual enquanto força potencial de uma aprendizagem efectiva.

As fases de um Plano de Sessão e as suas características

Quem está a dar os primeiros passos na formação pedagógica, deve preocupar-se em saber fazer, em dominar todas as regras e técnicas da planificação formal (estruturação dos conteúdos programáticos, definição de objectivos gerais e específicos/operatórios, selecção e adequação de estratégias e actividades, gestão equilibrada do tempo pelas diversas actividades, concepção e /ou selecção de materiais pedagógicos auxiliares, indicação de modalidades de avaliação), incluindo o seu aspecto gráfico.

A sessão é a unidade de formação que permite atingir um objectivo complexo, analisável em indicadores, quer dizer, comportamentos observáveis conducentes ao domínio do objectivo. O plano de sessão deve ser concebido na perspectiva do formando, isto é, referindo todos os objectivos operatórios que este deve ser capaz de realizar e as linhas estratégicas/ actividades que lhe permitirío atingi-los.

Um plano desenvolve-se em 3 fases :

  • preparação »“ selecção e organização de conteúdos; definição de objectivos; selecção de estratégias; gestão do tempo pelas actividades a desenvolver; indicação dos recursos a utilizar; referência às modalidades de avaliação a privilegiar;
  • desenvolvimento »“ execução do plano, em situação real com os formandos;
  • avaliação »“ avaliação e feedback, com base na análise do grau de eficácia do plano, em situação real de formação.

Um bom plano de sessão deve ter as seguintes características:

  • precisão;
  • rigor;
  • objectividade;
  • sequência;
  • coerência;
  • flexibilidade.

Em detalhe:

  1. A esquematização do plano
  2. Elementos de um plano
  3. Questões que devem ser consideradas
  4. Conclusão