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O Plano da Sessão - Elementos de um Plano

O cabeçalho

Este primeiro ponto do plano serve exclusivamente como elemento introdutório, de localização e identificação. não devemos proceder a uma enumeração exaustiva de elementos complementares; fiquemo-nos pelos essenciais:

  •  empresa/cliente;
  • curso;
  • módulo,
  • público-alvo;
  • formador;
  • data.

Os objectivos

Desde que não seja tomada com rigidez e intransigência, a definição de objectivos é sempre de grande importãncia para o monitor de formação. Sabe-se o que se quer, para onde se caminha, se se chegou ou não ao desejado e, em casos de insucesso, a que estratégias de recuperação recorrer para dar solução às possíveis dificuldades.

Um formador »“ uma pessoa diante de outras pessoas -, por mais que deva recusar transformar-se em «máquina» de ensinar, de seleccionar e classificar indivíduos, também não pode pretender tornar-se um defensor do «pouco-maisou-menos», da imprecisão ou do improviso.

são esses dois pólos que é preciso evitar a todo o custo. A cada formador caberá encontrar, mantendo-se afastado de ambos os extremos (a «objectivocracia» e o facilitismo), aquele meio termo que melhor se ajuste às suas próprias características e às circunstãncias concretas com que vai deparando.

Por mais que nos custe, e pese embora a confissão de frustrações de muitos formadores, não há fórmulas mágicas, porque não é possível tratar a pedagogia do mesmo modo que uma qualquer ciência exacta. Seja qual for a solução a encontrar, ela terá forçosamente de passar por um esforço de formação e actualização, a todos os níveis, da pessoa do formador (a nível humano, sociológico, científico, pedagógico e didáctico), desde a formação pedagógica inicial, nos estágios de actualização e, sobretudo, pela vida fora, através da prática profissional e da formação contínua.

Os conteúdos

Através da indicação e estruturação dos conteúdos, procedemos à organização do conhecimento. Importa realçar a necessidade que existe de fazer corresponder os conteúdos aos objectivos que nos propomos atingir. Assim em circunstãncias normais, deverío considerar-se prioritariamente os objectivos a atingir e só depois, a eles ajustados e proporcionais, os conteúdos a desenvolver.

A selecção dos conteúdos deve contemplar os seguintes requisitos:

  • os mais significativos;
  • os que despertam maior interesse;
  • os mais úteis;
  • os mais adequados ao nível de maturidade dos formandos;
  • os que se ajustam às limitações temporais.

A organização sequencial dos conteúdos deve obedecer a:

  • logicidade;
  • gradualidade;
  • continuidade.

As estratégias

No desempenho da sua actividade pedagógico-didáctica, e após a explicitação dos objectivos a perseguir e conteúdos a desenvolver, o formador irá procurar as vias que, em função das suas circunstãncias concretas, se mostrem mais indicadas para que os formandos possam vir a corresponder positivamente àquilo que deles é esperado. A essas vias é atribuída normalmente a designação de estratégias - termo que, requisitado à linguagem militar ,aparece frequentemente aplicado em política, economia, sociologia, desporto, etc., para significar um conjunto de medidas a tomar para se atingirem determinados fins em vista.

As estratégias serío, assim, modos gerais de actuação, mais ou menos complexos, e destinam-se a levar o formando de uma situação inicial até a uma situação final, que tende a aproximar-se o mais possível dos objectivos definidos.

O recurso a linhas estratégicas implica :

  • a adopção de determinada metodologia;
  • a realização de actividades específicas;
  • a utilização de certos materiais (recursos).

A avaliação

A avaliação a efectuar em diversos momentos, diagnóstica, formativa e sumativa, implicam a definição/selecção e elaboração de instrumentos que deverío ser adequados, rigorosos e fiáveis Para melhor compreendermos o que atrás ficou exposto, atentemos na seguinte alegoria:

  • suponhamos que um instrutor de montanhismo é contratado por alguém para fazer com que um grupo de rapazes e raparigas, aprendizes de montanhismo, atingisse o pico mais elevado de uma cordilheira (objectivo).Para isso, ele vai procurar, antes de tudo, reunir o maior número de elementos acerca de cada um dos intervenientes na expedição, e ainda acerca das características do percurso, das dificuldades a transpor, das licenças a pedir, dos apoios financeiros com que contar, etc.. Seguidamente, considerando os dados obtidos, o instrutor irá planificar a expedição »“ o lapso de tempo necessário e possível, o número de etapas em que seccionar o percurso, as metas parcelares a atingir no final de cada uma delas, etc. Depois, há a considerar as linhas estratégicas a que recorrer. O instrutor vai optar por determinada metodologia. Reunido o grupo expedicionário, promove o debate de aspectos relevantes, com base na leitura de um livro da especialidade; convida um participante, que diz ser mais experimentado, a relatar ao grupo dados da sua experiência anterior e a promover actividades específicas (procura pôr em forma, através de exercícios físicos, cada um dos elementos participantes na expedição; orienta a evolução do grupo numa direcção que acha mais recomendável; opta por escalar, em linha recta, uma montanha, em vez de a contornar seguindo o curso de um ribeiro; etc.) e deitar mão de certos materiais (faz o grupo munir-se do mínimo necessário para pernoitar e sobreviver: recomenda o uso de facas de mato, cordas, botas cardadas, etc.). Mas o instrutor não vai reflectir primeiro na metodologia, depois nas actividades e por último nos materiais; antes irá conjugar todos esses elementos e pô-los ao serviço uns dos outros, visando alcançar o melhor resultado;
  • tal como o instrutor de montanhismo, o formador, para atingir os objectivos que se propôs, vai igualmente adoptar a metodologia mais conveniente, realizar as actividades e recorrer aos materiais a que tem necessidade. Por actividades entende-se aqui tudo o que implica a exploração do agir, livre ou solicitado, como a recolha de elementos de trabalho, a experimentação laboratorial, debates, inquéritos, elaboração de gráficos e/ou resumos, etc. Os materiais, também designados por recursos, poderão ir desde o quadro, ao cartaz, ao manual, ao acetato, ao diapositivo, ao CD, à cassete audio ou vídeo, etc. Todos estes elementos estão interligados e dependem uns dos outros.