Exemplos de recursos didáticos

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Quadros

Os quadros são elementos integrantes de uma sala de formação. Estão sempre disponíveis. A sua utilização é segura e rápida, permitindo a apresentação de ideias importantes que possam aparecer na discussão de um conteúdo, e que pela necessidade de serem compreendidos exigem a sua visualização.

Quadro interativo


Quadro interativo

Conjugação entre um quadro de porcelana e um sistema multimédia com videoprojetor que permite projetar conteúdos para a face do quadro e escrever conteúdos no quadro que podem interagir com os conteúdos projetados. Com a associação de uma impressora ao sitema é também possível imprimir os conteúdos produzidos no quadro.

Quadros de giz ou porcelana

Devem manter caraterísticas que facilitem o contraste entre a superfície e o resultado do elemento riscador (giz ou canetas). Assim todos os traços nele inscritos, devem ser contrastantes com a superfície do quadro. Deve permitir com facilidade o apagar da informação sem deixar grandes manchas. É necessário que as informações sejam colocadas nos quadros com letras bem legíveis, tipo imprensa ou então traçadas cuidadosamente. A informação pode ser sempre atualizada de modo a acompanhar o raciocínio progressivo, exceto em alguns casos de documentos pré-preparados para quadros de papel. Os quadros necessitam sempre de boa luz de modo a não provocar brilhos que possam perturbar a visualização.


Quadro de papel ou flip-chart

O quadro de papel ou flip-chart permite otimizar a apresentação do formador, quando (previamente) nele redigiu informação que poderá ser enriquecida à medida que a vai apresentando nas diferentes fases da explanação dos conteúdos.

Este quadro admite vários tipos de papel, desde folhas coloridas a quadriculadas podendo desempenhar a sua função por si só ou atuando em paralelo com outros tipos de quadro ou com outros recursos didáticos. O formato da folha a utilizar depende do tipo de quadro. De salientar, que os documentos elaborados podem ser reutilizados em futuras ações. Com marcadores apropriados, permite também a escrita sobre a porcelana.

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Imagem e Fotografia

Imagem

A utilização da imagem pode surgir na formação de diferentes formas, variando com o suporte do recurso didático escolhido. Depende das condições materiais e humanas, dos objetivos e do tempo. A imagem vai dar um aspeto atrativo, estimulante e por vezes lúdico ao recurso didático que o formador vai utilizar.

Fotografia

A fotografia é um instrumento valioso em formação. Desde a investigação até á reportagem, a fotografia tem vindo a tornar-se numa área de trabalho na formação. Permitindo ao formando ter acesso a um meio expressivo para se exprimir crítica e criativamente. A fotografia transmite-nos informações a que dificilmente poderíamos ter acesso de outra forma.

A interpretação da mensagem que a fotografia transmite pode variar de formando para formando. Há a necessidade de a inserir previamente no contexto da formação.

Claramente a fotografia digital apresenta mais vantagens para o formador do que a fotografia clássica. As máquinas fotográficas digitais estão cada vez mais acessíveis e apresentam múltiplas vantagens sobre as máquinas convencionais.

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Texto

A caraterísticas do texto:

  • o texto deve conter a informação estritamente necessária, em função dos objetivos pretendidos;
  • o conteúdo dos textos deve ser adaptado às caraterísticas do público a que se destina;
  • devem evitar-se os textos manuscritos, a fim de facilitar a sua perceção;
  • textos com letras pequenas e pouco espaçados nas entrelinhas, conduzem a um aumento da fadiga visual e, consequentemente, a uma maior desmotivação;
  • textos muito extensos e sem qualquer ilustração, são também fator de desmotivação;
  • não se deve recorrer a textos bibliográficos fotocopiados, para não se incorrer na violação dos direitos de autor;
  • quando policopiados, evitar cópias de má qualidade;
  • não deve ser aplicado como única estratégia.

Aspetos positivos do texto

  • se bem elaborado, oferece informação concreta e objetiva;
  • contém informação que perdura no tempo;
  • pode ser consultado a qualquer momento;
  • reprodução relativamente barata;
  • são a forma mais apropriada para a apresentação de casos e trabalhos práticos.

Aspetos negativos do texto

  • quando mal elaborado, pode pecar por falta de objetividade;
  • é um meio estático, sem qualquer animação;
  • requer algum cuidado na sua preparação e adequação ao grupo;
  • requer a existência de algum equipamento algo dispendioso e nem sempre acessível ao formador (computador, fotocopiadora);
  • a sua projeção requer equipamento específico para a projecção de opacos (episcópio);
  • é difícil fazer com que todos os formandos acompanhem, em simultâneo, a sua análise.

A exploração do texto:

  • deverá conhecer bem o seu conteúdo;
  • realçar os pontos chave;
  • incentivar o sentido crítico dos leitores, em relação ao conteúdo;
  • incentivar a discussão do grupo acerca dos pontos chave.

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Banda desenhada

A banda desenhada é também uma forma de linguagem em que a imagem tem um valor expressivo que pode ajudar o formador a transmitir uma mensagem de forma diferente tornando-a mais cativante para o formando.


A banda desenhada pode ajudar a transmitir a mensagem

A banda desenhada é considerada, hoje em dia uma linguagem universal de alto poder de penetração. O formador pode preparar a sua mensagem adaptando-a aos balões de texto.

Embora seja um recurso mais utilizado com públicos mais jovens, pode ser utilizado com qualquer tipo de público de qualquer faixa etária.

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Projetor de slides (diapositivos)

O projetor de slides é constituído por uma lâmpada, um conjunto de lentes e um refletor que permitem a projeção e a focagem dos elementos que constituem o slide.

Para evitar que o slide e a lâmpada se danifiquem, neste aparelho existe também um sistema de arrefecimento.

O slide é uma imagem positiva cujo suporte é uma película fotográfica colocada num caixilho de modo a proporcionar o seu manuseamento e projeção sem o danificar. Existem também caixilhos apropriados para minorar a degradação. Esses caixilhos protegem a película entre dois vidros finos.

Aspetos positivos decorrentes da utilização do projetor de slides:

  • a dimensão da imagem projetada pode ser adaptada ao número de formandos na sala;
  • a qualidade da imagem;
  • a fiabilidade do aparelho;
  • a possibilidade de projetar o que se fotografa;
  • a rapidez;
  • a facilidade de transporte;
  • o slide é sempre compatível, seja qual for o projetor;
  • a economia na realização dos documentos;
  • facilidade de execução do slide;
  • estimula a concentração, especialmente quando usado em salas obscurecidas;
  • é de utilização simples;
  • permite voltar a visualizar a imagem anteriormente projetada;
  • pode ser usado para ampliação rudimentar de pequenos desenhos.

Aspectos negativos decorrentes da utilização do projector de slides:

  • a necessidade de obscurecimento da sala, com a consequente quebra de comunicação visual formador / formandos;
  • não permite intervir diretamente no documento;
  • imagem não animada;
  • quando associada com outros meios audiovisuais aumenta a dificuldade de utilização;
  • a posição do aparelho é oposta à do formador.

Cuidados ao utilizar o projetor:

  • garantir que a imagem projetada tenha dimensões adequadas ao número de formandos, sem distorções e centrada no ecrã;
  • garantir o escurecimento da sala;
  • ordenar a posição dos slides no carregador;
  • conhecer tecnicamente o aparelho.

O projetor de slides ficou obsoleto com a massificação da fotografia digital e com a utilização de outros meios de projeção como o videoprojetor ou o quadro interativo.

A aplicação da Microsoft Powerpoint foi inspirada no velhinho projetor de diapositivos (ou slides). Em inglês, a uma apresentação do Powerpoint chamamos "Slide Show".

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Episcópio

O episcópio é um aparelho de projeção de documentos opacos. A ampliação das imagens é considerável, tornando-o indicado para a apresentação de documentos de pequenas dimensões.


O episcópio é utilizado para a projeção de elementos opacos

Pode servir como ampliador de imagens, exigindo para tal, o completo escurecimento da sala, o que pode favorecer a concentração para os documentos projetados. No entanto, deve salientar-se, que o total escurecimento pode quebrar o ritmo da comunicação. Os documentos não requerem especial tratamento para serem projetados, podendo assim ser feita a apresentação imediata de alguns documentos acabados de realizar.

No entanto, devido à elevada potência das lâmpadas (1000 W e mais), os documentos são sujeitos a elevadas temperaturas podendo ser danificados quando sujeitos a uma longa exposição. Em virtude do documento estar entre uma tampa e o porta-documentos, não e possível atuar diretamente sobre ele durante a sua apresentação.

É pouco vulgar encontrar o episcópio nas salas de formação.

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Ecrãs (telas) de projeção e retroprojetor

Ecrãs para projeção

Existem vários tipos de ecrãs. Podem ser opacos ou translúcidos. Os opacos devem ser utilizados em salas obscurecidas. Nos translúcidos, a projeção é feita pelo lado de trás e a sala pode estar iluminada.

Na falta de ecrã pode usar-se uma parede ou o quadro de porcelana, como superfície de projecção, embora haja uma perda de qualidade, sobretudo nas paredes em que haja irregularidades. Nas salas de dimensões reduzidas pode, apesar desta desvantagem, ser preferível projetar diretamente na parede ou no quadro.

O retroprojetor

O retroprojetor foi idealizado para projetar documentos de grande formato a curta distãncia, sem perda sensível de qualidade.

Não é necessário alterar a luz ambiente da sala de formação, o que o permite utilizar em simultâneo outros recursos didáticos. No entanto, melhora-se a nitidez da imagem com o escurecimento ligeiro da zona do ecrã. O funcionamento do retroprojetor passa pelo bom estado dos seus componentes.

Procedimentos para garantir a qualidade da imagem:

  • Verificar o tamanho da imagem, que depende da distância do retroprojetor ao ecrã, em virtude da distãncia focal do aparelho ser fixa;
  • Colocar corretamente o aparelho em relação ao ecrã. A imagem não deverá ser distorcida. Para evitar essa situação o ecrã deve estar perpendicular ao eixo ótico do aparelho;
  • Focar a imagem. Depois dos passos anteriores, colocar uma transparência no porta documentos e rodar o manipulo de focagem até obter a imagem nítida;
  • Deve zelar-se pela limpeza da lente, do espelho e do porta documentos.

O formador terá que conhecer as caraterísticas da retroprojeção, o que lhe permite olhar diretamente para o documento e manter a posição frontal em relação aos formandos, não existindo quebras na comunicação.

A transparência pode ser projetada na totalidade ou progressivamente, usando para isso uma «máscara». Se for necessário ressaltar alguma parte da informação, deve apontar-se directamente na transparência e nunca no ecrã, para evitar que o formador entre no campo de luz de projeção, perdendo assim o contacto visual com o grupo.

No retroprojetor também se pode escrever diretamente no acetato colocado no porta documentos, mesmo com o aparelho ligado. A informação pode estar repartida por vários acetatos, montados numa moldura, estando de tal forma ordenados que no final da apresentação tenhamos a projeção completa do documento.

Aspetos positivos do retroprojetor:

  • não necessita do escurecimento da sala;
  • está presente na maioria das salas de formação;
  • fácil transporte, sobretudo dos retroprojetores portáteis;
  • económico;
  • permite a utilização de vários materiais que conferem cor aos documentos;
  • poupa tempo na sessão, pois permite a preparação prévia;
  • os acetatos podem ser várias vezes utilizados, se devidamente acondicionados em capas próprias;
  • recuperação de informação nas sessões seguintes;
  • pode ser utilizado como ampliador artesanal de imagens, bastando colocar sobre o ecrã um suporte de papel, onde se contornará a imagem projetada;
  • possibilidade de projetar imagens emitidas pelo computador através de um aparelho próprio (data-show).

Aspetos negativos do retroprojetor:

  • necessita de alguns conhecimentos técnicos para a sua utilização;
  • a turbina de arrefecimento pode provocar ruídos desagradáveis, mesmo depois de desligar o aparelho;
  • necessita de verificações e ajustes prévios para garantir um bom visionamento.

Características do retroprojector

  • substitui com eficácia o quadro;
  • de fácil operacionalidade;
  • funciona como recurso visual à atuação do formador;
  • facilita a exposição;
  • elimina tempos mortos;
  • cria interesse (ilustrações, etc.);
  • facilita a compreensão;
  • transmite informação clara e concisa.

Cuidados a ter com o retroprojetor

O retroprojetor é um aparelho sensível, necessitando de alguns cuidados fundamentais para uma boa manutenção. Dois desses cuidados elementares são:

  • Nunca deslocar o aparelho com a lâmpada acesa, pois pode fundir o filamento;
  • Em caso de substituição da lâmpada, não se deve manusear diretamente , mas sim protegida com um lenço de papel, pano de flanela, invólucro, etc.

Criando uma transparência

O suporte deste meio é o transparente ou acetato (composição química) onde se irá inscrever a mensagem. Este transparente tem o formato A4 e existem algumas variedades. Por exemplo, para confeção manual (menos espessos e podem derreter quando utilizados na fotocopiadora), para utilização em fotocopiadora e outros para utilização em impressora de computador.

Existem também transparentes que são coloridos, possuindo cor própria no momento de projeção. Dependendo da sua conceção estrutural podem ser simples ou compostos. Os simples são constituídos por uma única folha de acetato. Os compostos são montados numa moldura de cartão e são formados por vários acetatos que, sendo sobrepostos gradualmente, fazem com que a informação também apareça gradualmente projetada até ser concluída com a apresentação completa da transparência.

As molduras de cartão melhoram a qualidade de projeção pois concentram mais a luminosidade.

Para a preservação dos documentos existem bolsas cristalinas que estão preparadas para serem projetadas com a transparência. As bolsas plásticas, quando projetadas retiram qualidade a imagem.

São vários os processos de execução do documento para retroprojeção

  • Por via direta-artesanal

    O transparente manual, necessita de um esboço prévio (folha quadriculada) daquilo que se pretende passar para o acetato. De seguida, colocar a folha de acetato sobre o esboço executado, usando uma protecção (um pedaço de papel ou luvas finas de algodío) a fim de evitar deixar marcas de transpiração sobre o acetato.

  • Por via indireta

    Serigrafia, fotografia, fotocopiadora, computador. misto.

Para conseguir uma mensagem clara deve-se ter em conta algumas regras:

  • título (que deve ser apelativo, tanto pelo grafismo como pela sua mensagem);
  • ter três ideias-chave no máximo;
  • dez a catorze linhas na vertical e de quatro a sete palavras por linha ou ter dez linhas na horizontal e seis palavras por linha;
  • usar letras legíveis tipo imprensa;
  • escrever sempre palavras completas;
  • preocupação estética;
  • constituir fonte de atração.

Os acetatos obtidos diretamente por fotocópia das páginas de um livro, não são aconselháveis, pois normalmente têm uma qualidade inferior e contêm demasiados elementos (é preferível não recorrer a este tipo de documentos).

A moldura permite ao formador escrever algumas notas auxiliares de memória, por exemplo: datas; dados estatísticos; possíveis formas de exploração do documento; temas importantes a focar etc.

A apresentação pedagógica da transparência

O objetivo básico e essencial, é sempre manter a atenção, gerar motivação e facilitar a compreensão. Para isso existem algumas regras importantes:

  • não ficar unicamente pela simples leitura;
  • acompanhar o documento com exemplos;
  • nunca ter a transparência em projeção mais de quatro minutos;
  • sempre que haja necessidade de fazer comentários desligar o retroprojetor, quer porque a luz provoca cansaço, quer para evitar o sobreaquecimento do aparelho;
  • apontar as informações importantes no porta documentos;
  • ter em conta a oportunidade da utilização das transparências;
  • não exagerar na utilização deste processo (torna-se cansativo e desmotivante).

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Videoprojetor e Data-Show

Estes dois aparelhos fazem parte da mesma família de recursos didáticos - os projetáveis. No entanto apresentam algumas diferenças significativas.

Data-show

É um equipamento que nos permite a projeção da imagem de um computador para uma tela. As suas principais vantagens residem na possibilidade de ampliação da imagem, de forma a permitir a sua visualização a grandes audiências. É constituído por uma placa LCD que permite a passagem de luz de baixo para cima.

Como podemos observar na figura seguinte, a sua projeção só é possível fazendo uso de um retroprojetor (com boa intensidade luminosa). A qualidade da sua imagem está dependente da qualidade de projeção do retroprojetor. Pelas possibilidades que oferece, é um bom equipamento para projeção de apresentações electrónicas.


Videoprojetor

A maioria destes equipamentos, ao contrário do Data-show, não estão limitados à projeção de imagem a partir de um computador. Permitem também a projeção de imagem e som a partir de câmaras de vídeo, videogravadores e televisores. Outra vantagem deste tipo de aparelho reside na sua capacidade de projeção directa, sem o recurso a um retroprojetor (o que o torna mais cómodo).


O Videoprojetor é o equipamento ideal para a projeção de apresentações eletrónicas

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Vídeo e DVD

O vídeo

O vídeo é o suporte, por excelência do audiovisual. É extremamente divulgado e está em permanente aperfeiçoamento. Trabalha diretamente com a televisão e com a câmara de vídeo. O vídeo permite gravar e reproduzir imagens sons.

Utilização do vídeo

Para quê?

  • Mostrar informação que não se pode transmitir de outra forma (inacessível);
  • Registar situações, para posterior análise;
  • Associar "video-filme" desperta a atenção e motiva;
  • Clarificar mensagens;
  • Dar oportunidade de vivenciar as situações;
  • É mais envolvente porque provoca reações emotivas;
  • Animar sessões do grupo em situações problemáticas.

Quando?

  • situações de demonstração prática;
  • usar no início, "tratamento de choque" ou motivação; no meio, "promover o debate após uma apresentação prévia"; ou no fim da sessão, "para conclusão".

Como?

  • câmara de filmar; cassetes vídeo; vídeo; TV; participantes;
  • registo de simulações; observar, criticar e comentar as simulações realizadas;
  • auto e heteroscopia;
  • não abusar do vídeo, usá-lo criteriosamente para criar impacto e efeito surpresa;
  • é preferível não usar o filme quando não tem qualidade, ou quando é inadequado ao contexto.

DVD

O DVD ou «Digital Versatile Disc» é um sistema de armazenamento de informação digital. Foi desenvolvido especialmente para armazenar imagens de vídeo. No entanto pode armazenar também áudio de alta qualidade, dados e programas informáticos como se se tratasse de um CD-ROM. Substitui completamente o antigo sistema de gravação de vídeo VHS.

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Utilizando o filme na sessão de formação

Pretendendo que a sessão decorra com normalidade é importante que se faça previamente a verificação do sistema, em determinados aspetos, tais como:

  • Sintonizar bem o canal vídeo ou o leitor de DVD no televisor; para isso a ligação entre os dois aparelhos tem que estar correta (consultar os manuais de instrução dos aparelhos);
  • Colocar os formandos de modo a que todos tenham acesso a um bom visionamento. Nunca devem estar muito próximos, nem muito distantes. Este posicionamento varia com as dimensões do ecrã que se utiliza. Normalmente e num ângulo de visão de 45º, que parte do aparelho, tanto para a sua direita como para a sua esquerda. Dentro deste ângulo, os formandos devem ocupar o espaço, em profundidade, compreendido entre, no máximo, doze vezes o comprimento da diagonal do ecrã, e no mínimo, cinco vezes esse mesmo comprimento.

Utilização do filme (documento)

O filme pode ser usado:

  • como incentivo, para gerar debate;
  • como resumo, ressaltando aspetos importantes;
  • como incentivo ou resumo, a apresentação será feita por várias etapas, no início, no fim ou entre períodos de debate.

É conveniente proceder à seleção e montagem de excertos quando, de um documento longo, se pretende apenas apresentar algumas sequências. Com isso evitar-se-ão os tempos mortos e maximizar-se-á o ritmo de trabalho.

Como explorar um filme?

De acordo com os objetivos definidos é necessário optar por um método. Cada formador poderá ser criador do seu próprio método.

Como exemplo, apresenta-se a opinião de Madalena Avilez:

  • Apresentação do documento

    Conhecer bem o filme;

    A razão porque é usado;

    Os aspetos mais importantes.

  • Observar a realidade

    Espetáculo incentivo/ponto de partida;

    Motivação extrínseca

    Memória;

    Compreensão.

  • Pontos-chave

    Exercícios;

    Destacar aspetos principais.

  • Reflexão

    Sobre pontos chave;

    Pistas para discussão.

  • Discussão

    Aproximação aos conceitos;

    Debater assuntos;

    Ficar «por dentro»;

    Clarificar opiniões.

  • Conclusão

    Confronto com parâmetros.

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Câmara de Filmar

As câmaras de filmar estão cada vez mais vulgarizadas, são um instrumento cada vez mais ao alcance das entidades se dedicam à formação Profissional.

As suas principais caraterísticas são as seguintes:

  • Obtêm resultados instantâneos. O que se filma fica registado e pode ser visionado a qualquer momento. Pode visionar-se o trabalho efetuado através do óculo. No caso de câmaras mais recentes, há modelos que têm um pequeno visor incorporado para esse efeito. Outra solução e, talvez, a mais viável, será a ligação direta da câmara a uma televisão ou ao computador;
  • Dado o elevado grau de automatismos, não necessitam da intervenção de técnicos especializados para fazer gravações. Qualquer formador, com um mínimo de conhecimentos, pode recolher as imagens que considerar úteis para a persecução dos seus objetivos;
  • Todas, mesmo as mais antigas, têm focagem automática, pelo que o formador verá assim eliminada uma das maiores dificuldades na recolha de imagens de qualidade;
  • Todas possuem zoom, o que lhe permite uma aproximação a imagens longínquas. Quanto maior for o zoom, maior será essa aproximação;
  • Quase todas as câmaras têm ganhos de sensibilidade para filmagens com pouca luz;
  • Algumas oferecem a possibilidade de realizar filmagens completamente às escuras, através de um sistema de infravermelhos;
  • Quase todas oferecem uma série de efeitos especiais que podem ser aplicados sobre a imagem;
  • Todas, na sua função VCR (função que permite a visualização da imagem), apresentam comandos muito semelhantes ao dos videogravadores domésticos: facilmente identificamos os botões de «Reproduzir», «Avanço rápido», «Recuo Rápido» e «Pausa».

Formatos de gravação

  • 8 mm - cassetes com 8 mm de largura, semelhantes a uma cassete de áudio. (formato obsoleto)
  • Super VHS e HI8 »“ formatos de gravação de qualidade superior. (formato obsoleto)
  • Digitais: Genericamente não utilizam cassete, gravam e reproduzem em sistemas de armazenamento de memória. Alguns modelos gravam em formato digital a partir de uma cassete HI8. O modelo DZ-MV100 da Hitachi, baseia-se num DVD para gravar imagens neste caso através de um disco com oito centímetros de diâmetro - em vez dos 12 normalmente utilizados na esmagadora maioria dos CD e DVD.

Aspetos positivos decorrentes do uso da câmara de filmar na formação:

  • Pode constituir um auxiliar exímio na transmissão de informação, quando se recorre ao uso de técnicas do método demonstrativo. Pode-se filmar uma demonstração que se pretenda apresentar posteriormente;
  • Permite registar comportamentos e atitudes (em simulações ou em situações reais) que podem vir a ser objeto de auto e/ou heteroavaliação;
  • Depois de videogravado, o assunto, pode ser consultado a qualquer momento e por um número indeterminado de vezes;
  • A informação contida numa cassete perdura no tempo;
  • No caso das câmaras digitais, existe a possibilidade de ligação directa a um computador, abrindo assim portas à imaginação no que diz respeito à edição de imagem.

Aspetos negativos decorrentes do uso da câmara de filmar na formação:

  • Cria algum constrangimento e algum tipo de comportamento representativo a quem é filmado, falseando assim possíveis resultados;
  • Têm uma autonomia limitada, quando alimentadas por bateria;
  • Ainda que simples, exige alguns conhecimentos técnicos;
  • Para um visionamento em grupo, exige pelo menos a existência de um televisor ou videoprojetor e ecrã;
  • Exige alguma sensibilidade na captação da imagem. Caso contrário o formador corre o risco de deixar escapar algum aspeto de interesse.

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Apresentação com o Powerpoint

O Powerpoint é uma ferramenta informática para fazer apresentações.

Com o Powerpoint o formador pode:

  • Fazer apresentações eletrónicas;
  • Conceber acetatos;
  • Fazer slides de 35 mm.

Permite ainda criar alguns suportes de apoio a quem apresenta, nomeadamente notas para o orador, páginas descritivas dos conteúdos a abordar para o público-alvo.

Uma vez que corre em ambiente Windows, permite toda uma partilha bilateral de informação com outros aplicativos, como o Word, o Excel, etc.

Aspetos positivos:

  • As apresentações eletrónicas são dinâmicas. Podem ser compostas por cor, movimento e som. Estes fatores bem conjugados, elevam o interesse e a motivação do público a que se destinam;
  • Os slides apresentam um aspeto profissional. A informação neles contida, beneficia de um elevado grau de perceptibilidade;
  • Evita deslocações a laboratórios fotográficos e custos de revelação, ao permitir a impressão direta, em papel de acetato;

Aspetos negativos (desvantagens):

  • exige equipamento relativamente caro (computador); no caso das apresentações electrónicas, exige a existência de um datashow ou de um videoprojector; as folhas, para elaboração de acetatos, apresentam custos relativamente elevados; exige alguns conhecimentos específicos de informática.

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